Advances in Scientific and Applied Accounting https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa <p style="text-align: justify;">Bem-vindas e bem-vindos a <strong>ASAA</strong> <em><strong>Advances in Scientific and Applied Accounting </strong></em><strong>(ASAA Journal)</strong>, a revista da AnpCONT - Associação Nacional de Programas de Pos-graduação em Ciências Contábeis (Brasil).</p> AnpCONT pt-BR Advances in Scientific and Applied Accounting 1983-8611 <p style="text-align: justify;">Os direitos autorais para artigos publicados na <strong>ASAA Jorunal</strong> são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não comerciais. A <strong>ASAA Journal</strong> permitirá o uso dos trabalhos publicados para fins não comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. Os artigos publicados são de total e exclusiva responsabilidade dos autores. Não há encargos para submissão/publicação ou taxas para processamento de artigos (Articles Processing Charge - APC).</p> EDITORIAL https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/865 <p>Editorial</p> Orleans Silva Martins Paulo Roberto da Cunha Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 001 002 O EFEITO MODERADOR DA CONCENTRAÇÃO DE INVESTIDORES INSTITUCIONAIS NA RELAÇÃO SURPRESA NOS LUCROS E RETORNOS ANORMAIS https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/733 <p><strong>Objetivo:</strong> O estudo analisa o efeito moderador da concentração de investidores institucionais na relação entre surpresa nos lucros e retornos anormais em companhias brasileiras de capital aberto.</p> <p><strong>Método:</strong> Os dados foram coletados no banco de dados da Thomson Reuters<sup>®</sup>. O investidor institucional é tratado nessa pesquisa como um acionista que detém ações ordinárias e atua com ativos sob gestão (<em>Assets Under Management - AUM</em>). A surpresa nos lucros foi computada pela diferença entre o lucro divulgado pela companhia e o estimado pelo consenso dos analistas. Os retornos anormais foram calculados pelo método de Estudo de Eventos. As análises foram pautadas em regressões multivariadas com estrutura de painel. Foram investigadas 118 companhias listadas na B3 durante o período de 2010 a 2018, totalizando 2.264 observações.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados confirmaram que a surpresa positiva de lucro é capaz de gerar retornos anormais positivos após a divulgação dos resultados contábeis trimestrais. No entanto, o efeito moderador da concentração de investidores institucionais sobre a relação surpresa-retorno foi inconclusivo, pois não foram encontradas evidencias estatísticas de que a concentração dos investidores institucionais possa alterar a direção ou a força que a surpresa positiva dos lucros causa nos retornos anormais.</p> <p><strong>Contribuições:</strong> O estudo contribui para o entendimento do papel dos investidores institucionais no mercado de capitais ao analisar se a sofisticação financeira atribuída a estes investidores é suficiente para diminuir as anomalias no preço das ações provocadas pelas surpresas nos lucros.</p> Éverton Galhoti Coelho Romualdo Douglas Colauto Copyright (c) 2021 Advances in Scientific and Applied Accounting https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 003 015/016-028 10.14392/asaa.2021140201 DETERMINANTES HIERÁRQUICOS DA INADIMPLÊNCIA DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DE PESSOA FÍSICA https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/735 <p><strong>Objetivos</strong>: Os objetivos do artigo são: (i) identificar os fatores determinantes da inadimplência (<em>default</em>) de financiamento imobiliário e (ii) verificar a existência de influência do contexto do indivíduo (agência bancária) na inadimplência.</p> <p><strong>Método</strong>: O artigo estudou 5.113 contratos de financiamento imobiliário de pessoas físicas pertencentes a 1.448 agências de uma instituição financeira de abrangência nacional vigentes em 30 de setembro de 2019. Devido ao caráter multinível da amostra (nível 1: indivíduo e nível 2: agência) e considerando que as distintas agências apresentam diferentes níveis de performance (em diversos indicadores, inclusive no percentual de contratos de financiamento imobiliário inadimplentes), fez-se uso do modelo logístico multinível em detrimento ao modelo logístico tradicional.</p> <p><strong>Resultados</strong>: O modelo logístico multinível se mostrou superior ao modelo logístico tradicional (18,8% da variabilidade da probabilidade de inadimplência se refere ao nível agência). As características do indivíduo negativamente significantes são: idade, tempo de relacionamento, ser proventista e grau de instrução superior e as características positivamente significantes são: grau de instrução até o ensino fundamental e a relação financiamento/renda. As variáveis sexo e estado civil não se mostraram significativas.</p> <p><strong>Contribuições</strong>: As inovações do artigo são: (a) a abrangência nacional da amostra sobre inadimplência de pessoa física, (b) a utilização de duas variáveis inéditas e (c) o emprego do modelo logístico multinível. A identificação de que indivíduos com as mesmas características, porém, provenientes de agências diferentes, têm diferentes probabilidades de inadimplir, leva ao conhecimento dos acadêmicos e dos profissionais da área a recomendação da modelagem hierárquica para análise de crédito imobiliário.</p> Renata Barreto Lima Ricardo Goulart Serra Luiz Paulo Lopes Fávero Copyright (c) 2021 Advances in Scientific and Applied Accounting https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 029 041/042-053 10.14392/asaa.2021140202 CONTÁGIO FINANCEIRO E INTERDEPENDÊNCIA ENTRE MERCADOS DA AMÉRICA LATINA E ESTADOS UNIDOS https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/749 <p><strong>Objetivo:</strong> analisar a existência e a magnitude do contágio financeiro e das interdependências entre os mercados acionários da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, México e Peru) e Estados Unidos.</p> <p><strong>Método:</strong> foram aplicados modelos autorregressivos vetoriais (VAR) sobre as séries históricas dos retornos dos índices das bolsas de valores em três períodos: pré-crise, crise e pós-crise.</p> <p><strong>Resultados:</strong> após estimados, observou-se que nos três subperíodos de amostra (pré-crise, crise e pós-crise) foram ajustados modelos vetoriais com diferentes níveis de defasagens, VAR(1), VAR(3) e VAR(1), respectivamente, mostrando que no período de crise as variáveis endógenas afetam o sistema de equações simultâneas por até três períodos de defasagens, e nas demais subamostras por apenas um período. Os principais resultados mostraram que: i) o período pré-crise financeira é caracterizado por níveis insignificantes de interdependência entre os mercados da América Latina e EUA; ii) no período de crise o mercado americano teve um poder de explicação da variância da maioria dos mercados latino-americanos; e iii) posterior a crise, os vínculos dos mercados dessa região com o mercado americano permaneceram existentes, porém em menor magnitude.</p> <p><strong>Contribuições:</strong> as evidências encontradas nessa pesquisa ampliam a literatura e apresentam novas evidências sobre a relação entre os mercados da América Latina e EUA. O papel do mercado americano sobre alguns mercados dessa região durante a crise, assim como as relações pós-crise não eram totalmente elucidadas pela literatura anterior.</p> Paulo Fernando Marschner Paulo Sergio Ceretta Adriano Mendonça Souza Leonardo Gress de Lima Copyright (c) 2021 Advances in Scientific and Applied Accounting https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 054 066/067-079 10.14392/asaa.2021140203 O FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS À LUZ DAS TEORIAS PECKING ORDER E MARKET TIMING: EVIDÊNCIAS DA REGIONALIDADE https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/790 <p><strong>Objetivo</strong>: Este estudo tem como objetivo compreender como os fatores macroeconômicos e as características das firmas impactam na definição da estrutura de capital das empresas brasileiras, tendo em vista o contexto regional.</p> <p><strong>Método: </strong>O estudo envolveu 426 empresas brasileiras, não financeiras, listadas na B3 durante o período de 2007 a 2017. Na perspectiva interna, foram utilizadas as variáveis liquidez, ROE, tangibilidade e tamanho, enquanto, na abordagem externa, as variáveis PIB, inflação e a identificação dos períodos de crise, representados pelos anos 2008 e 2015.</p> <p><strong>Resultados: </strong>Os resultados evidenciaram que a maioria das organizações está situada nas regiões sudeste e sul (86%), sendo o controle pelas regiões um fator importante na tomada de decisão a respeito do financiamento das empresas. Além disso, foi corroborada a teoria <em>Pecking Order</em>, no que tange às características das firmas, uma vez que as empresas tendem a priorizar a utilização de recursos internos ao de terceiros, especialmente em momentos de recessão econômica, quando há maior impacto nos lucros empresariais. No entanto, não foi ratificada a teoria <em>Market Timing</em>, o que sugere que as empresas não tendem a observar as janelas de oportunidade para a emissão dos títulos.</p> <p><strong>Contribuições</strong>: É relevante investigar como as decisões de financiamento das empresas são impactadas por questões que vão além das características das firmas, isto é, como elas sofrem a influência do ambiente no qual estão inseridas, sobretudo no que tange aos fatores macroeconômicos e ao contexto regional. Desse modo, entende-se que esta pesquisa avança na literatura não só por abranger os fatores externos, mas também por considerar as diferenças regionais do Brasil.</p> Thayla Machado Guimarães Iglesias Thayse Machado Guimarães Vinícius Silva Pereira Antônio Sérgio Torres Penedo Copyright (c) 2021 Advances in Scientific and Applied Accounting https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 080 094/095-108 10.14392/asaa.2021140204 A FALÁCIA DO PARADOXO: UMA ANÁLISE DO BINÔMIO RISCO-RETORNO NO MERCADO DE CAPITAIS BRASILEIRO https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/791 <p><strong>Objetivo:</strong> O objetivo do presente estudo foi analisar a existência do Paradoxo de Bowman (PB) no contexto das empresas brasileiras listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3).</p> <p><strong>Método: </strong>O estudo descritivo, com utilização de dados secundários e com abordagem quantitativa, analisou dados trimestrais, do período de 2008-2018, de 292 empresas listadas na B3 e um total de 9.387 observações firmas/ano.</p> <p><strong>Resultados: </strong>As evidências reforçaram a hipótese de associação positiva entre o risco e o retorno, tanto para <em>proxies</em> de mercado quanto para dados contábeis. Entretanto, verificou-se que incertezas econômicas e/ou normativas podem prejudicar a preditividade dos retornos, resultando em uma relação espúria negativa entre o risco e o retorno.</p> <p><strong>Implicações/Contribuições: </strong>Os resultados reforçam os pressupostos da moderna teoria de finanças, em especial a ideia de associação positiva entre o risco e o retorno. Contribui para o debate na gestão de carteira de investimentos no contexto brasileiro, utilizando-se, inclusive, de dados contábeis. As evidências têm implicações para os investidores, em especial, os não institucionais e outros agentes econômicos que buscam compreender as variáveis relevantes na tomada de decisão em investimentos de risco.</p> Vagner Antônio Marques Bethânia Mara Lima Família Costa Mariana Borges Lopes Sarah Waichert Ramos Copyright (c) 2021 Advances in Scientific and Applied Accounting https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 109 122/123-136 10.14392/asaa.2021140205 PERFORMANCE DE ANALISTAS BUY-SIDE E SELL-SIDE NO ATINGIMENTO DE PREÇOS-ALVO NO BRASIL https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/799 <p><strong>Objetivo:</strong> O objetivo desta pesquisa é investigar a performance de analistas <em>buy-side</em> e <em>sell-side</em> brasileiros na previsão de preços-alvo. Este trabalho investigou a existência de viés, acurácia e nível de atingimento dos preços-alvo.</p> <p><strong>Método:</strong> O método utilizado para investigar a performance foi o de testes de médias. Utilizamos regressões a fim de encontrar elementos que explicassem as diferenças na previsão dos preços-alvos. A amostra foi composta por empresas brasileiras acompanhadas por tais analistas durante os anos de 2013 a 2018, preços-alvo estipulados por analistas <em>buy-side</em> de um investidor institucional brasileiro e do consenso de mercado dos analistas <em>sell-side</em> extraídos da Bloomberg.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados indicaram a existência de viés mais otimista por parte dos analistas <em>buy-side</em> em todos os testes. Quando utilizadas todas as empresas da amostra, verificou-se melhor acuracidade e melhor nível de atingimento dos preços-alvo pelos analistas <em>sell-side</em>. Quando utilizada apenas empresas emissoras de ADR, não houve diferença na acurácia e no nível de atingimento dos preços-alvo, e o viés otimista se reduziu para os dois grupos de analistas.</p> <p><strong>Contribuições:</strong> Este trabalho contribui com a literatura ao apontar que as divergências no desempenho dos analistas <em>buy-side</em> e <em>sell-side</em> se revelam evidentes para as empresas com menor e menos rígida cobertura de analistas; confirma que o fraco ambiente institucional contribui para uma precificação (preços-alvo) de menor precisão; e avança na qualidade da amostra em relação a outras trabalhos, ao utilizar as mesmas empresas e o mesmo objeto de estudo (preço-alvo). Este artigo aponta como direção para novas pesquisas a investigação de diferença de preços-alvo em empresas com pouca cobertura de analistas, menor valor de mercado e menor volume de negociação.</p> Fabio Renato Leite Colares Fernando Caio Galdi Copyright (c) 2021 Fabio Renato Leite Colares, Fernando Caio Galdi https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 137 150/151-163 10.14392/asaa.2021140206 INFLUÊNCIA DA CAPACIDADE DE REDE E DO COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES E DE CONHECIMENTO NA INOVAÇÃO ABERTA https://asaa.anpcont.org.br/index.php/asaa/article/view/811 <p><em>Objetivo</em>: Este artigo analisa a influência da capacidade de rede e do compartilhamento de informações e de conhecimento na inovação aberta em <em>startups </em>relacionadas com grandes empresas.</p> <p><em>Método</em>: Uma <em>survey</em> foi realizada com gestores de <em>startups</em> ranqueadas na plataforma 100 Open Startups. A população da pesquisa compreende 324 <em>startups</em> e a amostra as 144 respostas válidas. Para a análise dos dados aplicou-se a modelagem de equações estruturais pelos mínimos quadrados parciais.</p> <p><em>Resultados</em>: Os resultados revelaram influência direta e significativa entre compartilhamento de informações e inovação aberta, assim como entre compartilhamento de conhecimento e inovação aberta. Embora não se tenha encontrado influência direta da capacidade de rede na inovação aberta, foi observada mediação do compartilhamento de informações e conhecimento nessa relação, o que indica que a capacidade de rede pode ser um importante antecedente e impactar de maneira indireta no desempenho da inovação aberta. Conclui-se que as variáveis investigadas são importantes propulsores do desempenho da inovação aberta, de modo a reduzir riscos e trazer benefícios às <em>startups</em> nas relações interorganizacionais.</p> <p><em>Contribuições</em>: Os resultados contribuem com a literatura ao revelar o efeito mediador do compartilhamento de informações e conhecimento na relação entre capacidade de rede e desempenho da inovação aberta, um avanço no entendimento sobre recursos compartilhados. Também trazem implicações práticas e sociais, na medida em que fornecem informações sobre relacionamentos interorganizacionais. Espera-se que os achados auxiliem os gestores na condução do relacionamento, com o propósito de reduzir assimetrias entre os envolvidos e direcionar para uma relação benéfica de ambas as partes.</p> Silvana Mannes Ilse Maria Beuren Copyright (c) 2021 Silvana Mannes, Ilse Maria Beuren https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-05 2021-11-05 164 178 10.14392/asaa.2021140207